Análise de fluxos de mamografias entre as Regiões de Saúde de Goiás

· Geotecnologias, Tecnologias, WisleyVelasco
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fluxos_mamografias_goias_2012

Grio-Mapa-Icone-300x217Acesse todas as informações sobre fluxos de mamografias e seus condicionantes, no SIG desenvolvido, com informações relacionadas a este tema.

Descrição dos Indicadores utilizados

              Para que haja entendimento mínimo do que foi feito para o desenvolvimento deste mapa, com estas informações, segue uma definição sucinta de cada um dos indicadores plotados no cartograma.

              A proporção de mamografias enviadas para outra região, representada por meio de análise coroplética, diz respeito àqueles paciente cujo local de RESIDÊNCIA ≠ local de ATENDIMENTO. É o total de procedimentos realizados em residentes os quais foram enviados para outras regiões. Este indicador exclui os fluxos internos, ou seja, mamografias cujo o local de RESIDÊNCIA = local de ATENDIMENTO. Quanto mais escura for a cor, maior a proporção de mulheres, que realizam mamografia, exportadas para outras regiões.

              A proporção de pacientes importados, representada por meio de análise de círculos proporcionais, diz respeito ao total de procedimentos realizados em pessoas que NÃO moravam na região de realização do exame, ou seja, quando local de ATENDIMENTO ≠ local de RESIDENCIA. Diferentemente do anterior, o objeto de observação é a OCORRÊNCIA do evento (região de destino) e não a sua origem (residência do paciente). Leva em consideração todos os fluxos, exceto os internos.

Abordagens Espaciais em Saúde Pública

Entenda melhor o que são mapas de fluxos.

              E, por fim, o próprio fluxo. De onde saiu e para onde foi. É a relação chamada de Origem vs Destino. Com os círculos proporcionais fica fácil identificar o sentido do fluxo, uma vez que o TabWin– software utilizado para o desenvolvimento do mapa – não coloca setas no fluxo como no TerraView. Desta forma, quanto maior for o círculo, maior a proporção de pacientes importados para aquela região, assim, a direcionalidade do fluxo se dará do menor círculo, quando houver, para o maior. Regiões onde não há círculos denota que não houve importação de pacientes. A rede caracterizada pelos fluxos não é Dominante, ou seja, todos os fluxos gerados pela tabela de fluxos estão representados no mapa.

Breve análise descritiva dos resultados

              A análise dos indicadores, por meio do auxílio do mapa, mostra que há uma região no Estado de Goiás, a Rio Vermelho – assinalada na figura do mapa –, que não atendeu ninguém, não recebeu ninguém e exportou (enviou para outras regiões) todas as mulheres para outros lugares, como veem no Mapa. O mais intrigante é que esta região, embora pouco, dispõe de Mamógrafos – em funcionamento, inclusive – e Médicos Ginecologistas. Deem uma olhada nos dois gráficos abaixo. Gráfico 1 e Gráfico 2.

              Merece destaque, também, na análise, a situação da região Nordeste – assinalada no mapa –. Embora tenha mais mamógrafos por habitante que a região Rio Vermelho, todos estão, suponho, quebrados e sem produção, o que justificaria, em tese, a total exportação de pacientes para outras regiões, porquanto, à semelhança da Rio Vermelho, não atendeu ninguém, não recebeu ninguém e exportou todas as mulheres para outros lugares.

              Comungando da mesma mazela das duas últimas Regiões de Saúde, a Oeste II – assinalada no mapa –, não atendeu ninguém, não recebeu ninguém e exportou todos para outros lugares. O que intriga nesta ausência de produção de mamografias, é que esta região dispõe de mais mamógrafos que as outras duas e mais, todos os mamógrafos, segundo o CNES, com 100% em funcionamento. Talvez o que explique a não realização de mamografias seja a falta (insuficiência e não ausência) de especialistas – Médicos Ginecologistas – na região, 0,11 Ginecos por Hab. Se verificarem o Gráfico 1, a Oeste II está exatamente na mesma posição que o Vasco no brasileirão, na zona de rebaixamento.

              O que, definitivamente, precisa de um aprofundamento nas reflexões, é o caso da Região de Saúde de Posse. Esta é a mais nova região de saúde conformada no âmbito do Estado de Goiás, abarcando municípios da região Nordeste e Entorno Norte. É uma das que mais importa pacientes, mais até do que a região Central, onde encontra-se os municípios mais importantes do Estado, inclusive a capital, Goiânia, contudo tem menos Ginecologistas que a Oeste II e a Nordeste, mais mamógrafos que a Nordeste (se bem que, qualquer tanto já seria maior, pois, nenhum na Nordeste está em uso) e menos do que a Oeste II. Estas incongruências, pelo menos a princípio, não fazem muito sentido. Por isso a necessidade de um aprofundamento maior para poder elencar outros elementos que explicariam esta incongruências o que, infelizmente, não será objeto deste post.

Gráfico 1

Ginecologistas para cada Mil Hab.

              *Segundo a Portaria n.º 1101/GM de 12 de junho de 2002, que define parâmetros assistenciais do SUS, médicos especialistas precisam somar um total de 0,25 médicos para cada mil habitantes.

Gráfico 2

graf02_mamog-hab_2013

              *Segundo, também, a Portaria n.º 1101, equipamentos de imagem do tipo Mamógrafos precisam somar um total de 0,42 mamógrafos para cada 100 mil habitantes. Embora mamografias geralmente sejam realizadas apenas em mulheres e a partir de determinada idade (50 a 69 anos), o denominador utilizado no parâmetro da portaria é a população total.

Assista ao vídeo e aprenda a como manusear e acessar as informação no SIG sobre Fluxo de Mamografias em Goiás

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