Rito de passagem

· Mestrado, Portfólio, Sem. 2/2013
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Qualificação de Mestrado

Qualificação…. Este rito de passagem que assola todo aluno de pós-graduação é considerado como a chegada do momento crucial, hora da decisão, momento de resolver a questão. Ou como dizemos em Goiás: “Agora é que a porca torce o rabo.”

Pragmaticamente, posso dizer que é o ato ou efeito de qualificar, é atribuir uma qualidade, um título; Podemos considerar, ainda, como sendo as condições referentes à formação acadêmica, sugerida para a formação do mestre ou doutor.

Sentimentalmente, assemelho a um parto o processo de elaboração de uma dissertação ou tese. O exame de qualificação seria como que uma consulta especial, e decisiva, com um grupo de experts, que poderão ajudar o paciente a desenvolver uma feliz gestação.

É interessante observar, depois que passa, claro! Como o exame de qualificação envolve diretamente não apenas nós alunos, mas os familiares do pós-graduando, que participam de perto da angústia e do sofrimento daqueles que estão em fase de redação da dissertação e/ou tese.

Ainda continuo com a impressão de que o tempo continua passando mais rápido do que o normal. Por conta disto, escrever o projeto de qualificação, assemelhou-se, definitivamente à um parto. Pior, Cesário e com data marcada para a cirurgia. A cada dia findado, um no calendário era riscado e um a menos pra poder produzir mais.

Contudo, alguns contratempos fizeram com que eu tivesse mais tempo e pudesse melhorar o projeto e chegar mais confiante à qualificação. Ainda assim, com esta pseudo folga no calendário, a ansiedade e a tensão tomavam conta dos meus dias.

Mas, não posso reclamar. Acabei por transformar toda esta ansiedade e tensão em combustível para produzir. Interessante pontuar que tive a primeira sensação de dever cumprido, até esta etapa, quando, na arguição da qualificação, o Prof. Paulo começa dizendo: “Seu projeto ficou tão grande que, quando o peguei, pensei que fosse sua dissertação”. Uma piada evidentemente, mas, ter um número expressivo de páginas redigidas, mais do que volume, deu-me a impressão de produção.

Assim, o grande dia chegou. Circo armado, café comprado, mesa preparada e PowerPoint projetado, em tom solene e protocolar, meu orientador leu a ata de abertura, pontuou as “regras do jogo” e me intimou a não utilizar mais do que 25 minutos. O primeiro momento de tensão. Falar em 25 minutos o trabalho de meses.

Um parêntese: me falaram pra treinar a apresentação olhando pro espelho e ensaiar, literalmente, as falas e o uso do tempo. Pensei, vou representar ou apresentar? De toda forma, confesso que tentei, mas, não consegui, ficava rindo de mim mesmo. Um simples cabelo branco me distraia e tirava minha atenção. Concluí que não daria pra fazer assim. Finalizei a apresentação, li e reli, e então liguei o… seja o que Deus quiser e fui dormir. Parêntese fechado.

Enfim, tudo correu melhor do que eu imaginava. A qualificação se deu numa atmosfera de leveza, descontração e de uma fraterna troca de experiências, excedendo todo o entendimento que temos de qualificação como avaliação. As discussões foram profícuas e pertinentes. Diria até que muito do que foi dito levaria para um projeto de doutorado no futuro, tamanho foi o peso do que foi discutido.

Não posso deixar de falar, obviamente, da presença de todos os meus orientadores, formais e não formais. Devo confessar, com todo respeito e carinho que tenho pelo Noronha, que olhar para a plateia e ver o Josué e o Chico, me deu uma dose cavalar de confiança e tranquilidade. O Chico que não tinha obrigação alguma de estar presente, deixou seus afazeres, que não são poucos, foi lá e me assistiu do início ao fim. Isso foi muito importante pra mim.

Aliás, as convocações do Chico para as reuniões do PROADESS têm sido muito importantes para que eu entenda o meu trabalho em si. Me sinto muito acolhido por ele, pois, sempre tem o cuidado de entrar em contato comigo, mandar um email e cobrar presença nas reuniões. Afinal, ele é meu orientador também, tem este direito.

Por fim e muito importante citar, foi ter minha estimada amiga Claudinha que, semelhante ao Chico, deixou seus afazeres pra ir à minha qualificação e de quebra filmou toda ela. Meu muito obrigado, Claudinha!

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